Coronel Mario Sergio tumultua julgamento

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O ex-comandante geral da Polícia Militar do estado do Rio de Janeiro, Coronel Mário Sérgio Duarte, foi o personagem principal de ontem no julgamento dos assassinos da juiza Patrícia Acioli, morta em agosto de 2011, em Piratininga, Região Oceânica de Niterói, com 21 tiros.

Alegando que os depoimentos foram inconsistentes, contraditórios e feitos a base da delação premiada, o Coronel colocou em xeque a investigação da Polícia Civil: ” “Observei nos depoimentos que em alguns momentos as informações são contraditórias dentro do próprio depoimento. Eles são inconsistentes quando falam do espólio do crime e do valor, por exemplo”.

Combativo e firme nas suas opiniões, o Coronel falou sobre o fim da sua carreira em função desse episódio (a morte da juíza): “Esse crime encerrou a minha carreira. Saíram todos os coronéis da minha equipe, aqueles que participaram do processo de pacificação, todos foram retirados de seus postos antes dos 40 anos de idade”.

O juiz Peterson Simão, presidente do juri, teve que intervir para manter a paz no tribunal, já que os promotores Rubem Vianna e Leandro Navega reagiram emocionados as declarações do Coronel.

O julgamento procede hoje. São acusados de fazerem parte do grupo de extermínio responsável pelo assassinato da magistrada Acioli os policiais militares Jovanis Falcão Junior, Jefferson de Araujo Miranda, Júnior e Cezar de Medeiros.

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