Não foi acidente: Grupo pede punições mais rigorosas para quem bebe, dirige e provoca violência no trânsito

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Logonaofoiacidente No Brasil, mais de 40 mil pessoas morrem todos os anos vítimas de acidentes de trânsito. Em 2011 uma tragédia mudou a vida de Rafael Baltresca, pois naquele ano, o jovem perdia a sua mãe e irmã atropeladas por um rapaz visivelmente embriagado que dirigia a 140 km/h.

O atropelamento aconteceu em São Paulo e o acusado ao ser abordado pela polícia se recusou a fazer o teste do bafômetro, exame de sangue e pela lentidão da justiça, o assassino continua em liberdade. Dessa tragédia irreparável, surgiu uma causa que reflete bem a rotina de quem perde um parente querido nesse tipo de violência, desmentindo assim que, quem bebe e dirige não se envolve em um acidente, mas sim em um assassinato. Surgia então a campanha “Não foi acidente”.

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A esperança dos idealizadores desse projeto é de reunir as assinaturas suficientes para que as leis de trânsito sejam mudadas e que trate com mais rigor os homicidas do trânsito.

Confira agora uma entrevista com Ava Gambel, um dos idealizadores do Blog “Não foi acidente“.

CN – Como e por que surgiu a ideia do movimento?

Ava Gambel – O Não foi ACIDENTE surgiu com a morte da mãe e da irmã do Rafael Baltresca. Miriam Baltresca, 56, e Bruna Baltresca, 28, haviam acabado de sair de um cinema no Shopping Villa-Lobos, na Zona Oeste de São Paulo, quando foram atingidas por um Golf dirigido por um homem que, segundo o boletim de ocorrência, apresentava “sinais de embriaguez”. O acidente foi em 17 de setembro de 2011. Criei a pagina em forma de protesto e solidariedade, pois no momento que uma pessoa bebe, dirige e mata “ Não é ACIDENTE”.

CN –  Qual o objetivo do Não foi Acidente?

Ava Gambel – O objetivo é fazer com que as pessoas tenham a consciência de que beber e dirigir dá cadeia. Não que nós queiramos simplesmente punir, mas porque queremos mudar a conduta e a consciência das pessoas.

CN – Quais as metas?

Ava Gambel – “Não foi acidente” busca colher cerca de 1,3 milhão de assinaturas para apresentar ao Congresso Nacional um projeto de lei de iniciativa popular que endureça a chamada Lei Seca. A proposta é acabar com a infração administrativa (multa) para quem conduz sob efeito de álcool e transformar a prática exclusivamente em ilícito penal (crime). O movimento defende ainda pena de um a três anos de prisão para quem dirige embriagado e de cinco a oito anos para quem mata no trânsito por estar alcoolizado.

CN – Existe algum país que você sugere o Brasil ter como referência no código de trânsito? Compare!

Ava Gambel – Sim, o Japão. No Japão, a infração de leis é severamente punida. Dependendo do caso, o infrator pode ser preso ou obrigado a pagar multa. O Japão é um dos países mais seguros do mundo, mas isso só é possível porque o povo respeita as leis e porque a polícia age com rigor em caso de infração.

CN –  Na sua opinião, qual o primeiro passo para que o trânsito no Brasil mude e as mortes provocadas por acidentes diminuam ou mesmo acabem?

Ava Gambel – Que acabe com essa cultura “bebi apenas duas cervejas” e que as leis sejam compridas.

CN – Comente o que você quiser sobre essa causa, dentro daquilo que você acha importante deixar evidente…

Ava Gambel – Não há fiscalização, tanto que as pessoas continuam bebendo e dirigindo. Poucos criaram consciência. Nós, as vítimas, é quem cumprimos pena a da perda.. Precisamos do apoio de todos. Não podemos aceitar que as vidas dos nossos familiares sejam pagas com “cestas básicas”. Acesse o nosso site e deixe sua assinatura www.naofoiacidente.org

Reportagem Especial:

Seguindo a sugestão de Ava Gambel, em copiar as leis de trânsito de um país que seja referência nesse assunto, nossa redação pesquisou e entrou em contato com moradores de Nagoya no Japão, confira!

Não existe um único país do mundo em que as pessoas fiquem totalmente livres dos perigos do trânsito. No entanto, quando os condutores dos veículos agem de forma consciente e sabem que não têm como escapar de punições rigorosas, a segurança aumenta muito. Segundo Eizo Asada, morador de Nagoya no Japão, um cidadão daquela localidade pode até andar pela cidade e imaginar que está em um país bem tranquilo e que as normas são bastantes frouxas, mas lá a lei é japonesa e por isso, antes de qualquer motorista arriscar de dar o primeiro gole, antes é necessário responder a uma pergunta:

“O senhor vai dirigir?”

E se o cliente responder que vai dirigir, bom “Aí as consequências são só dele. Pois a pergunta é na verdade uma advertência” Disse Asada. “O restaurante nesse caso, fez a sua parte e deixou claro só nessa pergunta que o cliente não poderá dirigir ao consumir bebida alcoólica”, concluiu Asada.

Mas a responsabilidade não é só do motorista infrator, pois nesse caso, se a gerência da casa permitir que seja servido bebida alcoólica, sabendo que o freguês vai dirigir, o funcionário responde na justiça também podendo ser punido com até 3 anos de prisão em regime fechado, sendo responsabilizados também até e os “amigos de copo”, explicou Asada.

As leis de trânsito no Japão se tornaram mais severas após um acidente que chocou os japoneses. Há 5 anos um motorista bêbado provocou a morte de 3 crianças. E agora os motoristas japoneses tem consciência de que se beberem e forem flagrados em uma blitz não terão perdão e serão punidos rigorosamente.

Em contato com a comunidade brasileira que mora no Japão, conhecemos Maito Kakimi, que nos relatou que, “Não importa o grau de embriaguez que você tenha no caso de um acidente, se houver vítima fatal, a prisão do motorista é certa e não tem como negociar isso ou fugir dessa punição que é imediata”.

Uma das características mais importantes no trânsito japonês são a informação, educação e a aplicação da lei, que tornaram as avenidas japonesas um dos locais mais seguros do mundo.

Por: Redação CN

joaorafaeldownEsse é João Rafael Kovalski de 2 anos, desaparecido desde agosto desse ano. Se você viu essa criança entre em contato imediatamente com a polícia local no telefone 190. Confira o caso do pequeno João clicando aqui!

 

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