São Gonçalo contra o Aedes aegypti

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O prefeito de São Gonçalo, Neilton Mulim, comandou na manhã deste sábado (13) um exército com cerca de seis mil voluntários que foram às ruas da cidade combater o mosquito Aedes aegypti. Militares da Marinha do Brasil, agentes de saúde e de endemias, além de funcionários de todas as secretarias municipais percorreram casas e comércios de 20 bairros orientando a população sobre o combate aos criadouros do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Em vários locais, os agentes encontraram possíveis criadouros, como vasos de plantas, pneus e garrafas pets com água parada.

Ao lado do secretário do Ministério de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Eduardo Costa, e do secretário municipal de Saúde, Dimas Gadelha, o prefeito participou da ação no Centro da cidade e nos bairros do Califórnia, Boaçu e Mutuá. “Dentre os mais de 350 municípios selecionados para a ação São Gonçalo está entre as 115 cidades prioritárias, que tiveram incidência de dengue acima de 100 casos para cada 100 mil habitantes, nos meses de novembro e dezembro de 2015”, informou o secretário federal.

– Com caráter mobilizador, a ação visou intensificar a conscientização da população para a importância de erradicar os criadouros do mosquito aedes aegypti. O objetivo principal também foi dar maior ênfase ao problema que afeta todo o país e pedir a população para entrar nesta luta, que é de todos – garantiu o prefeito Neilton Mulim no final da caminhada.

Na Rua Simeão Custódio, no bairro Califórnia, a equipe visitou a residência da aposentada Maria Eny Pena Silva, de 74 anos. Na varanda da moradora, muitos vasos de plantas, mas todos muito bem cuidados. “Esta é um exemplo de pessoa consciente. Todos os pratos das plantas estão com terras, bem cuidados. Só temos a agradecer e elogiar a iniciativa”, disse o prefeito. A aposentada garantiu que os vizinhos também são muito conscientes na limpeza dos quintais e sabem da importância de eliminar os focos dos mosquitos.

Durante todo o dia, foram distribuídos materiais informativos, com explicações sobre medidas de prevenção e orientações aos moradores sobre a importância do envolvimento de todos na eliminação dos criadouros do mosquito. Nas casas que estavam vazias, o material informativo foi deixado nas caixas de correspondência. Os donos de estabelecimentos comerciais também foram orientados a fixar cartazes em local visível e de fácil acesso.

O secretário de Saúde de São Gonçalo, Dimas Gadelha, garante que a luz vermelha acendeu após o fechamento dos últimos números de notificação de casos da doença na cidade. “Entre o verão de 2014/2015 foram registrados apenas 758 casos. Desde o inicio deste verão temos 1.877 casos suspeitos, ou seja, três vezes mais o número de pessoas possivelmente infectadas pelo mosquito. A população tem que nos ajudar no combate ou a situação vai piorar em todo o país”.

Até o dia 19 de fevereiro haverá novas ações com a participação dos militares, agentes de endemias e funcionários da prefeitura. Nesta segunda-feira (15), às 9 horas, a ação será no bairro do Boaçu. Os agentes irão começar as vistorias pelo Colégio Municipal Castelo Branco. A iniciativa será de combate ao mosquito, e não apenas de orientação e incluirá a aplicação de larvicidas e inseticidas.

VACINA  – Enquanto ainda não existe disponível no mundo uma vacina para o vírus Zika, o combate aos focos do mosquito é a única forma de prevenção da doença, protegendo gestantes e crianças. Esse vírus tem sido associado ao aumento de casos de microcefalia em bebês quando as mães são infectadas durante a gestação.

COMO ELIMINAR CRIADOUROS – Para erradicar o Aedes aegypti e todos os seus possíveis criadouros, o secretaria da Saúde recomenda à população a adoção de uma rotina com medidas simples para eliminar recipientes que possam acumular água parada. Quinze minutos de vistoria são o suficiente para manter o ambiente limpo. Pratinhos com vasos de planta, lixeiras, baldes, ralos, calhas, garrafas, pneus e até brinquedos podem ser os vilões e servir de criadouros para as larvas do mosquito. Outras iniciativas de proteção individual também podem complementar a prevenção das doenças, como o uso de repelentes e inseticidas para o ambiente.

 

Fonte: Ascom São Gonçalo

Foto: Thiago Louza e Marcio Oliveira

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