Itaboraí: Reduto eleitoral de Eduardo Cunha vive arrependimento. E agora Helil?

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Um dia após a cassação do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Itaboraí, a cidade na Região Metropolitana do Rio, se dividiu entre traídos e fiéis. Em 2014, o peemedebista obteve 17% dos 117 mil votos válidos do município de 230,7 mil habitantes. Foi a maior votação proporcional que ele obteve.

O agente funerário Jorge Moreira dos Santos, de 45 anos, conhecido como Jorginho do Gás, disse se arrepender do momento em que decidiu votar e fazer campanha para o peemedebista.

— Ele dizia que ia fazer o bem e fez o mal. Cassação está muito bom.

Foi o prefeito de Itaboraí, Helil Cardozo (PMDB), quem convenceu Jorginho de que Cunha seria um bom parlamentar para a cidade.

— Acreditei de verdade que seria um bom deputado. Agora, vem essa decepção. É desse jeito que nosso povo merece respeito?.

Jorginho ainda citou o bordão do comentário diário de Cunha na Rádio Melodia: “Afinal de contas, o povo merece respeito”.

 

Servidor municipal, Neilson Pereira, de 60, acompanhou pela TV a cassação do mandato.

— [Cunha] Chorou de falsidade. Quem com ferro fere com ferro será ferido, já diz o ditado. Acho que na última eleição votei nesse estrupício.

Candidato à reeleição, onde fracassou nas urnas nas eleições 2016, apesar da resistência do comando do PMDB-RJ, o Helil Cardozo, evangélico como Cunha, foi indicado pelo então deputado para disputar a prefeitura em 2012. Em 2014, o prefeito retribuiu e se empenhou na campanha por Cunha, parlamentar mais votado na cidade.

Impacto

Respondendo a diversos processos e inquéritos criminais, agora sem a cobertura de Cunha, Helil se despede da prefeitura de Itaboraí como o prefeito mais rejeitado na história da cidade. Salários atrasados, processos licitatórios na mira do Ministério Público, Cardozo conta agora apenas com a sorte.

Via CN

 

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