segunda-feira, junho 26, 2017
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Segurança Pública: Capitão Marcelo Salles da 2ª Cia do 35ª BPM afirma, ”rotina da polícia é normal”

A Prefeitura de Tanguá enviou para a nossa redação, uma entrevista com o Capitão Marcelo Salles da 2ª Cia de Polícia de Tanguá, responsável pelo patrulhamento no município, a respeito da possibilidade de greve da PM do estado do Rio. Confira como foi.

Tanguá Prefeitura: Em relação ao 35º Batalhão de Itaboraí, ao qual Tanguá está subordinado, qual a possibilidade de greve e como está o trabalho da PM na região?

Marcelo Salles: Nada foi alterado. O patrulhamento continua normal, assim como a rotina no Batalhão. O policiamento não está sendo impedido de sair, mas existem algumas pessoas, familiares de policiais, que estão na porta do batalhão em Itaboraí, de maneira pacífica, sem impedir o trânsito de viaturas. Em Tanguá, como vocês podem ver, nem chega perto disso, o nosso efetivo está na rua e o policiamento normalizado. E hoje tivemos uma reunião com o presidente da Câmara de Vereadores, Luciano Lúcio e todo o nosso efetivo para tratarmos do carnaval e o policiamento para a festa. Aqui eu posso afirmar que está tudo normal.

Tanguá Prefeitura: Há uma tendência de agravamento dessas manifestações, até agora pacíficas, na frente de alguns batalhões, podendo chegar ao ponto que chegou no Espírito Santo?
Marcelo Salles: Aqui no Batalhão de Itaboraí eu acho que não, devido à dinâmica do policiamento, que não sai do Batalhão, porque é descentralizado. São poucas viaturas que saem de lá, e se fosse acontecer, não prejudicaria o nosso policiamento em nada.

Tanguá Prefeitura: Qual a diferença entre as manifestações daqui e as do Espírito Santo?

Marcelo Salles: Ao que me parece, no Espírito Santo já havia uma predisposição a fazer essas manifestações e usaram esse bloqueio das famílias nos quartéis como uma forma de não prejudicar os policiais, que por serem militares, são proibidos de fazer greve. Aqui o policial não está com essa cultura de fazer manifestação, até porque o nosso estado é muito violento e as grandes vítimas seríamos nós. Aqui é uma cultura totalmente diferente e seríamos prejudicados de uma forma sem precedentes, inclusive com ataques às nossas famílias. Teríamos guerras ainda maiores entre facções criminosas, num primeiro momento, e num segundo, ataques a policiais, prejudicando ainda mais a nossa situação.

Tanguá Prefeitura: Como servidor público do estado do Rio, quando você acha que essa situação vai se normalizar?

Marcelo Salles: O comando da corporação está muito empenhado na resolução desse problema. Eu tenho dez anos de polícia e nunca vi o Comando Geral cobrando tanto o governo para resolver a situação. Eu acho que vai solucionar rápido. O 13º salário e as horas adicionais que o governo deve aos policiais estão para serem pagos, e acertando isso, já resolve essa situação, que é bem mais simples que no Espírito Santo, onde querem uma reestruturação completa da polícia e um aumento nos salários. Aqui não. Queremos o pagamento em dia e receber o que foi trabalhado.

Tanguá Prefeitura: Há um clamor da população para que a polícia não deixe de ir para rua, e com isso a sociedade tem percebido a importância do policial no nosso dia a dia. Qual o seu sentimento em relação a isso como policial?

Marcelo Salles: Toda categoria gosta de ter o seu serviço valorizado. Somos mais de 50 mil policiais e sabemos que há deslizes, o serviço é complexo. Fico feliz em termos esse reconhecimento, mas acho que não precisaria chegar a esse ponto para isso, deveria ser uma coisa diária, apesar de algumas falhas, para que a população reconhecesse o serviço da polícia.

Foto: Divulgação

Por: Prefeitura de Tanguá



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